Vrinda era uma boa esposa hindu, temente aos deuses e amante fiel de seu marido. Um dia, ao chegar à sua aldeia de uma viagem, descobre que seu marido foi morto, vítima de uma complicada trama envolvendo até briga entre deuses e demônios.
Desesperada, no dia do funeral, lança-se na pira ardente e é queimada viva junto com o corpo do marido. Compadecidos, os deuses transformam a linda cabeleira de Vrinda num arbusto verde de cheiro agradável e penetrante chamado tulsi, e ordenam aos homens que reverenciem esta planta.
Alexandre, o Grande, leva um arbusto para a Europa. Lá, ele passa a ser conhecido como basilicum, referência ao escorpião Basilik, que seria o rei dos escorpiões e que cresceria no cérebro de quem consumisse demais a erva – que nada mais é que nosso conhecido manjericão. Na época, acreditava-se que a planta continha propriedades alucinógenas.
Fonte: Revista Gula – edição 210


